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Bem-estar animal

02/05/2018

A BSD Consultoria realizou recentemente um levantamento sobre Bem-estar animal e sua importância para as indústrias e o mercado consumidor. O bem-estar animal abrange todos os animais, inclusive animais domésticos e selvagens. Em 1979, o Farm Animal Welfare Council, organização britânica, formalizou as 5 liberdades, que ainda hoje são usadas como referência para a avaliação do bem-estar animal:

 

Atualmente, percebe-se um movimento das empresas que possuem relação com animais em sua cadeia, em tratar o bem-estar animal como parte de suas ações de responsabilidade corporativa. E, da mesma forma que as questões ambientais e sociais, o tema complementa a avaliação dos stakeholders sobre a empresa, seja para investimento ou para o consumo de seus produtos.

 

Nesse levantamento da BSD, com foco no bem-estar animal para animais de produção, foi possível perceber que o tema vem ganhando força e se expandindo para novas cadeias, como por exemplo, os peixes. Até pouco tempo atrás as discussões ainda buscavam definir se peixes podem ser considerados sencientes (com capacidade para sentir sentimentos ou sensações de forma consciente) ou não.

 

As principais questões observadas no tema tem relação com a forma como os animais são criados (a estrutura das fazendas adequadas à quantidade de animais, oferta de alimento e água, identificação dos animais), com o transporte (estrutura, processo de embarque e desembarque, duração/distância) e a forma de abate (desde a condução ao local, forma de insensibilização, e abate). Além disso, existem orientações em relação ao uso preventivo de antibióticos e outros medicamentos para evitar o risco de surgimento de bactérias super-resistentes.

 

A intenção das orientações que consideram o bem-estar animal é não causar estresse, angústia, dor e desconforto desnecessários aos animais, transformando a visão que se tem sobre os animais como “mercadoria” para considerá-los como seres sencientes que precisam ser tratados com respeito e cuidado.

 

Existem diversos protocolos, decretos, instruções normativas e orientações específicas para cada cadeia e, uma vez que o Brasil é país membro da OIE (Organização Mundial da Saúde Animal), se compromete em seguir suas recomendações. Dessa forma, organizações que possuem a criação de animais como parte de sua cadeia de valor, devem observar esse movimento de boas práticas de bem estar animal, não apenas por ter impacto direto na qualidade dos produtos e consequentemente na rentabilidade do negócio, mas também por entender que existe uma nova visão do mercado e da sociedade se consolidando, o que exige um novo posicionamento e compromissos nesse sentido.

 

As organizações sociais que defendem o tema através de campanhas, denúncias e manifestações também oferecem conteúdo e espaço para as boas práticas, como é o caso, por exemplo, do Food Business, site da Compassion in World Farming, específico para divulgar o trabalho com a indústria de alimentos e que premia empresas comprometidas com o bem-estar animal no mercado Europeu.

 

Um estudo interessante no tema é o The Business Benchmark on Farm Animal Welfare, que avalia as práticas de empresas e apresenta tendências para o setor da indústria alimentícia.

 

Lembrando que se antecipar a tendências emergentes é uma forma de gerar oportunidades e inovação para as organizações, que irão se destacar e se consolidar no longo prazo.

 

A BSD Consulting possui ferramentas e experiência para apoiar sua organização com pesquisas e estudos, fornecendo informações para uma melhor tomada de decisão. Entre em contato conosco.

 

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