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Compensação de emissões de gases de efeito estufa: quando e como fazer

20/08/2018

Posterior à elaboração do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), tema da nossa newsletter anterior, é importante que a organização defina como irá reduzir e/ ou compensar as suas emissões.

 

A compensação pode ser feita para um determinado projeto ou evento, ou até mesmo para todas as atividades da organização, incluindo as emissões da cadeia de valor. A compensação hoje é adotada, majoritariamente, de forma voluntária pelas organizações que buscam demonstrar seu compromisso com o meio ambiente.

 

A recomendação é que a compensação esteja sempre integrada em um compromisso mais amplo de atuação, na questão da mudança do clima da organização, e que este inclua também ações para mitigação das emissões.

 

A compensação deve ser adotada quando forem esgotadas as opções de mitigação ou quando estas não forem custo-efetivas ou tecnologicamente acessíveis. Por isso, conhecer as fontes de emissões e definir o escopo da compensação é essencial neste processo.

 

Aqui abordaremos duas formas de compensação: aquisição de créditos de carbono no mercado voluntário e plantio de árvores.

 

Mercado voluntário de carbono

Os projetos realizados no mercado voluntário de carbono variam em escopo e objetivo, mas destaca-se o papel importante dos padrões que possuem metodologias para contabilização das emissões evitadas e dos co-benefícios gerados, assim os padrões podem ser divididos em: contabilização de carbono, geração de co-benefícios e completo.

 

Os padrões de contabilização de carbono, com destaque para o Verified Carbon Standards (VCS) padrão mais utilizado internacionalmente, buscam estabelecer metodologias para contabilização de carbono, garantindo que as reduções de emissões obtidas pelos projetos são adicionais, únicas e verificadas.

 

Os padrões de geração de co-benefícios são adicionais aos padrões de contabilização e buscam estabelecer uma metodologia para contabilização de benefícios sociais, ambientais ou ambos, nos projetos em que são aplicados. De forma geral, projetos que possuem padrão de contabilização + padrão de geração de co-benefícios possuem um valor maior no mercado, mas trazem maior assertividade na promoção dos benefícios. Alguns padrões de destaque são o SOCIALCARBON, desenvolvido pelo Instituto Ecológica Brasil, e o CCB Standards (Climate, Community and Biodiversity), desenvolvido pela Aliança para o Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCBA) que é formada por cinco organizações não governamentais internacionais: Conservação Internacional, CARE, Rainforest Alliance, The Nature Conservancy e Wildlife Conservation Society.

 

Os padrões completos são aqueles que oferecem as metodologias de contabilização de GEE e geração de co-benefícios de forma conjunta. O mais conhecido destes padrões é o Gold Standard.

 

Plantio de árvores

A compensação também pode ser realizada por meio do plantio de árvores. De forma geral, uma organização deverá plantar em torno de 7 árvores para compensar uma tonelada de CO2 equivalente. No entanto, dependendo do bioma e da espécie escolhida para o plantio, o número de árvores varia, por isso é importante determinar onde e como este plantio será conduzido. Além disso, a definição sobre o tamanho das mudas e o acompanhamento nos primeiros anos é determinante para o sucesso do plantio e, consequentemente, para a fixação do carbono.

 

Compensação do Inventário da BSD Consulting - Brasil

Conforme apresentado na newsletter anterior, em 2017 foram emitidas 15,94 toneladas para a execução dos projetos realizados, englobando os escopos 2 e 3, além de outras emissões de gases de efeito estufa.

 

Seguindo sua Política de Mudança do Clima, a BSD Consulting optou pela compensação de todas as emissões de 2017 em um projeto do mercado voluntário que gera benefícios sociais e ambientais. O projeto Menegalli está sendo realizado no município de São Miguel do Guamá (PA) com foco na substituição dos combustíveis utilizado na fábrica de tijolos por caroço de açaí e serragem. Como benefícios adicionais, o projeto promove o fortalecimento da economia local, apoia uma escola para a comunidade e realiza a manutenção de uma área de reflorestamento.

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