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Contra a duplicidade e por um maior valor de auditorias de fornecedores: AIM-PROGRESS mos


Mais de 280 representantes de fornecedores e marcas participaram do Fórum de fornecedores do AIM PROGRESS no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, Brasil.


Em 25 de julho de 2019, 280 representantes de fornecedores de marcas de bens de consumo participaram do Fórum de fornecimento responsável do AIM-PROGRESS, em São Paulo, para discutir desafios comuns sobre fornecimento responsável e conhecer algumas ferramentas e processos que podem melhorar suas práticas de negócios. A AIM-PROGRESS é um fórum de empresas de bens de consumo construído para possibilitar e promover práticas de fornecimento responsáveis e sistemas de produção sustentáveis. É uma iniciativa global apoiada e patrocinada pela AIM na Europa (Para mais informações sobre o AIM PROGRESS, por favor visite www.aim-progress.com).


O fórum, que é apoiado pela ELEVATE na organização do evento, foi patrocinado por sete membros da AIM-PROGRESS: Britvic, Diageo, McDonalds, Nestlé, PepsiCo, RB e Unilever, que reforçaram seus compromissos e avanços no fornecimento responsável e na geração de valor compartilhado por meio do mútuo reconhecimento das auditorias.


Rafael Machado, da Nestlé, e Stenio Zanin, da PepsiCo, apresentaram como integram o fornecimento responsável em suas cadeias de suprimentos e deram uma visão sobre como a plataforma do AIM-PROGRESS pode apoiar um sistema robusto de reconhecimento mútuo de auditorias capaz de reduzir o número de auditorias pelas quais os fornecedores têm de passar. O processo de benchmarking realizado pelo AIM-PROGRESS permite que as marcas possam basear suas decisões a partir das auditorias que outras marcas já conduziram.


Em um painel sobre o Valor das Auditorias, Tomas Wilkinson (Reckitt Benckiser) introduziu os principais passos para o reconhecimento mútuo das auditorias, enquanto três fornecedores, All4Labels, BRFoods e Pirisa, mostraram como os resultados das auditorias ao longo dos anos ajudaram a alavancar seus programas internos de sustentabilidade. As auditorias externas geralmente estão alinhadas com os KPIs internos e permitem que as empresas gerem resultados positivos em seu clima organizacional, gestão de segurança ou em seu desempenho ambiental. Wilkinson também mostrou como as empresas podem se beneficiar do reconhecimento mútuo de auditorias, tendo em vista que hoje cerca de 21.000 auditorias podem ser compartilhadas entre as empresas membros, o que pode ajudar a reduzir a duplicação de auditorias em fornecedores.


A manhã terminou com abordagens sobre dois tópicos-chave: trabalho forçado e corrupção. Rodolpho Simas, da Unilever, deu uma breve introdução sobre como a Unilever aborda os aspectos de trabalho infantil e forçado. Na sequência, o advogado Luiz Eduardo Almeida, contextualizou a origem da corrupção no Brasil e apontou como as empresas podem adotar uma gestão proativa através de um sistema sólido de gestão de conformidade (compliance). Por fim, a Diageo e a Unilever mostraram como esses controles são aplicados em suas empresas e estendidos aos seus fornecedores e parceiros.


Este fórum também forneceu workshops sobre soluções práticas em torno de três temas principais: trabalho forçado e trabalho infantil, salários e horas de trabalho e saúde e segurança.


  • Trabalho forçado e infantil - Esta sessão apresentou debate sobre a forma como as questões do trabalho forçado e infantil ainda se encontram presentes na economia atual e em áreas de risco específicas das cadeias de fornecimento no Brasil: apenas entre 1995 e 2016, 52.000 trabalhadores foram resgatados de condições de trabalho forçado. Adriano Diniz Costa, auditor e especialista em direitos humanos, abordou como as empresas podem direcionar ações, por meio de ferramentas, políticas e normas, para mitigar e remediar esta questão de forma efetiva.


  • Salários e horas de trabalho - Neste workshop, Beat Grüninger, sócio da BSD Consulting, olhou para as especificidades do pagamento de salários, benefícios, horas extras, salário mínimo, atrasos no pagamento e o respectivo impacto à saúde dos trabalhadores, rotatividade, qualidade e satisfação da força de trabalho. Uma discussão específica foi aberta sobre a remuneração justa e o salário digno, que apesar de ser em alguns casos uma exigência da auditoria, não é um requisito fortemente verificado. Estudos e dados oficiais mostram que há uma lacuna significativa entre o salário mínimo legal e o salário digno no Brasil, portanto as empresas podem empreender medidas para garantir um salário decente, que pode variar do salário mínimo local.


  • Saúde e segurança – No terceiro workshop, Stella Mello, gerente de Saúde e Segurança da Nestlé, trouxe um panorama sobre segurança, abordando prevenção de incêndios (corredores, saídas, planos de evacuação, simulados, extintores, alarmes