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Trabalhando para a sustentabilidade da cadeia de suprimentos com pequenos produtores


Em todo o mundo, os pequenos produtores agrícolas são os principais fornecedores em muitas cadeias de valor.

Os pequenos agricultores (definidos como aqueles que cultivam menos de cinco hectares de terra) representam uma porção significativa da cadeia de fornecimento agrícola, fornecendo mais de 80% dos alimentos consumidos em grande parte dos países em desenvolvimento. Sua produtividade, especialmente em áreas rurais, está intimamente ligada ao crescimento econômico, segurança alimentar e alívio da pobreza.

Trabalhar com fornecedores de pequena escala é, portanto, essencial para o desenvolvimento sustentável sem pobreza. Devido ao aumento da concorrência por recursos escassos, às crescentes ameaças ambientais e à biodiversidade, às mudanças climáticas e à manutenção da pobreza, as empresas são cada vez mais confrontadas com os riscos de sustentabilidade e, ao mesmo tempo, são solicitadas a resolvê-los por consumidores de todo o mundo ou por diretrizes e legislações. Os negócios precisarão adotar uma abordagem empresarial inclusiva e responsável, de forma estratégica, para lidar com esses riscos, a fim de garantir uma perspectiva comercial de longo prazo e beneficiar os produtores de baixa renda e suas comunidades de maneira rentável e sustentável.

Neste ano, os três principais riscos classificados no Top 10 Riscos listados pelo Fórum Econômico Mundial estavam todos ligados à mudança climática: eventos climáticos extremos, falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas e grandes desastres naturais.

https://www.weforum.org/agenda/2019/01/these-are-the-biggest-risks-facing-our-world-in-2019/

No entanto, muitas vezes quando as empresas trabalham com pequenos produtores, ambas as partes podem enfrentar desafios Enquanto na superfície esse tipo de negócio parece ter como resultados uma situação de ganha-ganha bastante direta, há desafios com relação à implementação. Existem características únicas dos pequenos agricultores; são geograficamente fragmentados e frequentemente vivem em povoados remotos, com acesso limitado a modernas tecnologias, serviços e informações agrícolas, fornecimento inconsistente, e lentos na adoção de práticas modernas de agricultura sustentável. Por outro lado, muitas empresas concentram-se apenas em fornecedores do primeiro elo da cadeia de suprimentos e não estão recompensando fornecedores por melhorias na sustentabilidade. Nos últimos anos, o foco tem sido amplamente nas certificações, mas cada vez mais se reconhece que elas têm limitações e geralmente não são acessíveis para pequenos produtores.

Estudos de impacto de certificações de pequenos produtores rurais realizados pela BSD Consulting mostraram que os impactos das certificações são em geral positivos, mas ainda estão nos chamados “mercados de nicho” que cobrem somente um pequeno porcentual dos produtores. Certificações como Fairtrade e Utz para café e outros produtos de consumo são mais reconhecidos fora do Brasil do que no mercado nacional e ainda precisam avançar com medidas de sensibilização dos consumidores. As certificações mais conhecidas como Bonsucro e Rainforest normalmente são mais acessíveis para grandes produtores e ainda não tem foco nos pequenos agricultores.

Há evidências cada vez mais claras de que as empresas podem se beneficiar do empoderamento das mulheres nas cadeias de suprimentos, aumentando a igualdade de gênero na força de trabalho nas indústrias fornecedoras nas esferas de produção e administrativo, como também em cargos de liderança. O empoderamento econômico das mulheres oferece diversos benefícios e reduz os riscos comerciais.

http://www.agricultura.gov.br/noticias/artigo-2013-o-papel-da-mulher-na-seguranca-alimentar

As empresas precisarão trabalhar com os pequenos agricultores Sem trabalhar com os agricultores para se tornarem mais resistentes aos impactos das mudanças climáticas, as empresas estão abertas a riscos de produção. São tarefas que precisam ser compartilhadas ao longo da cadeia de valor e as empresas compradoras podem apoiar os fornecedores com seu conhecimento de gestão desses impactos e assim garantir que essa cadeia mantém sua força que tem no âmbito social e econômico.



Referências: 1)https://www.elevatelimited.com/blog/small-scale-producers/ 2)https://www.utz.org/wp-content/uploads/2015/12/Effects_of_UTZ_Certification_according_to_Brazilian_farmers_2015.pdf 3)https://www.fairtrade.net/library/assessing-the-benefits-of-fairtrade-orange-juice-for-brazilian-small-farmers

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