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Dupla materialidade: prontidão ESG para o seu negócio


Atualmente, uma estratégia empresarial resiliente e orientada para o futuro deve abordar os riscos e oportunidades decorrentes de desafios relacionados a sustentabilidade, como mudanças climáticas, deterioração da biodiversidade ou desigualdades sociais. Em vez de apenas responder a esses desafios, mais e mais empresas veem sua chance de moldar o ritmo, o grau de prioridade e a direção desses desenvolvimentos. Mas por onde começar e qual é a direção certa a seguir? É aí que entra o conceito de materialidade.


A materialidade é sobre o foco

A materialidade é um conceito central da gestão da sustentabilidade corporativa para focar em ações significativas. A promessa implícita é detectar os tópicos que são relevantes para a empresa gerenciar proativamente e, portanto, reunir recursos financeiros, humanos e intelectuais para obter o melhor resultado possível. Mas resultado sobre quem ou o quê? Atualmente, vemos dois grandes conceitos de materialidade: o conceito que considera os impactos de tópicos no mundo exterior e o conceito que considera impacto na capacidade de uma empresa criar valor/materialidade financeira.


O impacto no mundo exterior

Essa perspectiva pergunta sobre os impactos positivos ou adversos reais e potenciais que uma empresa tem ao longo de toda a sua cadeia de valor. Como as atividades, produtos e relações comerciais de uma empresa afetam o meio ambiente e a sociedade e, portanto, indiretamente, o cenário (internacional) em que está operando atualmente ou estará no futuro? A empresa está alinhada com acordos normativos como a agenda global de sustentabilidade definida nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os 10 Princípios do Pacto Global da ONU, o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas promovido por organizações e legisladores com o objetivo de responsabilizar as empresas pelo respeito aos limites globais e sociais?

Espera-se que as empresas apliquem a devida diligência nos tópicos ambientais (E), sociais (S) e de governança (G), para identificar, prevenir e mitigar impactos adversos e, em seguida, divulgar essas informações com a mesma responsabilidade de seus relatórios financeiros anuais.

Vemos essa perspectiva aumentando atualmente na Legislação da União Europeia através da Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) e da Diretiva sobre Due Diligence de Sustentabilidade Corporativa (CSDD), até certo ponto a Taxonomia da União Europeia, e nas Normas GRI 2021 revisadas.


O impacto no Brasil

Já no âmbito Brasileiro a adesão de políticas sustentáveis são tendências corporativas em crescimento progressivo. O Banco Central recentemente colocou em consulta as novas regras para gerenciamento de riscos sociais, ambientais e climáticos no estabelecimento de uma Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática (PRSAC). O Banco Central ainda não adotou o conceito de dupla materialidade, como aplicado na União Europeia mas se comprometeu em abordar os riscos da mudança do clima nos investimentos. Para isso, adotou o conceito de risco climático de transição, relacionado ao processo de transição quando os investimentos das empresas podem se desalinhar das trajetórias de baixo carbono, e o de risco climático físico, que é relativo à ocorrência cada vez mais frequente de condições ambientais extremas, para auxiliar as empresas nesse quesito foi também criada a resolução 139 do Banco Central do Brasil, que dispõe sobre a divulgação do Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas (Relatório GRSAC) e entrará em vigor em 01/12/2022, esse relatório apresenta de forma integrada as ações do BC relacionadas à gestão de riscos e oportunidades sociais, ambientais e climáticas e aos fatores ASG. Não há regulamentações totalmente desenhadas, mas vê-se que estão formando-se diretrizes para acompanhar as tendências globais.


O impacto na capacidade de uma empresa criar valor/materialidade financeira

A segunda perspectiva pergunta sobre os riscos e oportunidades reais e potenciais decorrentes dos tópicos ESG para a capacidade da empresa de criar valor a longo prazo. Embora o foco esteja na resiliência financeira, também considere os riscos reputacionais e de transformação, bem como as oportunidades de negócios, pois todos contribuem para o sucesso de uma empresa.

Essa perspectiva alinha-se à crescente conscientização dos investidores que buscam entender a robustez de uma empresa frente aos desafios globais. Além disso, os legisladores começam a integrar essa perspectiva, pois tendem a promover uma economia resiliente, minimizando os riscos de rupturas negativas.

Espera-se que as empresas integrem os tópicos ESG em seu gerenciamento geral de riscos corporativos e no cenário de riscos, aplicando os mesmos limites para identificação, gerenciamento e monitoramento de riscos, como fazem para outras questões.

Vemos essa perspectiva ganhando importância em estruturas orientadas para investidores como SASB, os padrões de divulgação de sustentabilidade IFRS pretendidos, TCFD, requisitos de bolsa de valores (por exemplo, SGX, BURSA) e pelos desenvolvimentos legais acima mencionados na União Europeia, solicitando a combinação de ambas as perspectivas (dupla materialidade).


Dupla materialidade

É importante notar que ambas as perspectivas estão olhando para os dois lados da moeda e, portanto, não são perspectivas concorrentes, mas complementares que podem e devem ser combinadas. A dupla materialidade combina a visão financeira e os impactos orientados para o exterior sobre o desenvolvimento sustentável que muitas vezes são insuficientemente levados em conta.


Precisamos de materialidade à luz de muitos desenvolvimentos de padronização global?

SASB, CDP, GRI, GHG Protocol, SBTI, UNGC, Taxonomy, CSRD, IFRS, MSCI, DJSI, TCFD, Value Balancing Alliance...parece que o mundo ESG enlouquece com a evolução dos padrões e da legislação. Se as empresas são obrigadas a reagir a todos esses padrões e a gerenciar e relatar seus tópicos ESG de acordo, há alguma margem de manobra para o foco individual?

A resposta é sim! Primeiro, o processo de identificação de temas materiais ajuda as empresas a terem uma compreensão clara de sua alavancagem. Em segundo lugar, todos esses padrões exigem que as empresas sejam transparentes sobre seu desempenho individual em relação aos impactos reais e potenciais.


Como a ELEVATE pode apoiá-lo?

Com nossa Avaliação de Dupla Materialidade, a ELEVATE oferece uma abordagem sistemática que combina informações qualitativas em profundidade com dados quantitativos. Que engloba:

A) Revisão do cenário ESG: Identificamos tópicos ESG potencialmente relevantes para o seu setor, opcionalmente combinado com uma análise de pares e seu gerenciamento ESG existente.

B) Avaliação de impacto externo: Seguindo as melhores práticas atuais de due diligence para a identificação de escala, escopo, irremediabilidade e probabilidade de seus impactos/riscos no meio ambiente e na sociedade, combinamos o conhecimento especializado qualitativo de nossos consultores com dados proprietários de nossa plataforma de inteligência da cadeia de suprimentos EiQ (saiba mais sobre essa ferramenta em: https://www.eiq.ai/).

C) Avaliação de impacto interno: Alinhado com sua abordagem de gerenciamento de risco existente, apoiamos você na análise de riscos e oportunidades resultantes do contexto ESG.

D) Estratégia ESG e tópicos materiais: Combinando ambas as perspectivas, a ELEVATE ajuda você a selecionar seus tópicos materiais e construir um roteiro ESG sólido alinhado à sua estratégia geral de negócios. Em estreita colaboração, elaboramos suas ambições, metas e KPIs para impulsionar sua gestão ESG e due diligence.

E) Divulgação: Nossos especialistas em comunicação trabalham com você em uma estratégia sólida de comunicação e relatórios, respondendo às expectativas e requisitos legais de suas partes interessadas. Apoiamos todos os padrões atuais, sejam relatórios autônomos ou integrados. Entre em contato com nossos especialistas em consultoria.


*Esse artigo foi escrito por funcionários ou associados da ELEVATE e as opiniões expressas não são necessariamente as da ELEVATE. Tradução livre com acréscimos de dados nacionais pela BSD Consulting Brasil, uma empresa ELEVATE.

**Texto original em: https://www.elevatelimited.com/blog/double-materiality-esg-readiness-for-your-business/

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