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ESG – mais transparência e confiança usando normas globais

Clientes, funcionários e investidores estão colocando cada vez mais as questões de ESG (do inglês environmental, social and governance – ambiental, social e de governança) em primeiro plano ao tomar decisões sobre as empresas com as quais se relacionam. O crescente ativismo de acionistas e consumidores, bem como novas formas de regulamentação, significam que não é mais suficiente apenas declarar ambições ou boas intenções. Construir confiança nas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) é complexo devido ao ritmo das mudanças nos requisitos de relatórios, com enormes variações regionais e corporativas. Normas reconhecidas no mercado podem ajudar na criação de maior transparência e confiança.


O desafio é provar às partes interessadas que as políticas e iniciativas estão se traduzindo em ações e impactos significativos em todo o plano de negócios da empresa e em sua cadeia de fornecimento. As marcas capazes de atingir isso têm a oportunidade de estabelecer lealdade duradoura, sensibilização e até mesmo obter vantagem competitiva.


Definição de padrões

A moeda de troca é a confiança, sem dúvida o ativo mais importante de qualquer empresa ou marca. Para estabelecer a confiança, a colaboração de terceiros é fundamental. Construir credibilidade por meio de garantia independente pode ajudar a demonstrar o compromisso de uma organização em acompanhar abertamente o progresso em relação às suas metas e valores.

Normas definidas por órgãos como a ISO há muito são estabelecidos como marcas de confiança e integridade. Na área de sustentabilidade, normas como o Protocolo GHG WBCSD/WRI, a ISO 140642, as normas GRI, os indicadores SASB, o protocolo de auditora SMETA e as diretrizes TCFD são amplamente reconhecidos por investidores e partes interessadas e apoiam a comparabilidade e transparência dos dados de ESG relatados.

A dificuldade em garantir uma estratégia ESG mais ampla é que os tópicos materiais para cada setor podem ser tão diversos que não há normas globalmente reconhecidas para muitos dos requisitos de todos os setores. De fato, ainda há muito debate internacional sobre a definição da palavra “sustentável”, sobre quais medidas “ambientais” devem ser acompanhadas e o que exatamente a responsabilidade “social” deve abranger. Então, como as empresas podem avaliar seu desempenho em relação a benchmarks robustos?


Normas de carbono são mais avançadas

O progresso mais rápido está sendo feito na área de rastreamento de carbono, com esforços conjuntos para estabelecer um acordo sobre medição e metas baseadas na ciência. Tais esforços concentram-se em reuniões da ONU sobre mudanças climáticas e são conduzidos por organizações como o CDP – uma organização global sem fins lucrativos que administra o sistema mundial de divulgação ambiental para empresas, cidades, estados e regiões.

Na COP26 na Escócia, o International Sustainability Standards Board (ISSB) foi lançado como um órgão independente do setor privado que desenvolve e aprova as Normas de Divulgação de Sustentabilidade das IFRS. Não há dúvida de que isso ajudará a aumentar a transparência quanto à contabilidade, mas muitos observadores, como Jason Saul, diretor executivo do Centro de Ciências do Impacto da Universidade de Chicago, reconhecem que, até o momento, grande parte do foco no desempenho de ESG tem sido nos resultados mais facilmente medidos e quantificados pela área de finanças.

Quanto ao impacto social e ambiental, existem muitas outras atividades e medidas que vão além do balanço patrimonial, incluindo saúde e segurança, bem-estar e fornecimento responsável. Não se trata apenas de uma questão de conformidade. Muitas empresas adotam políticas e comportamentos pró-sociais que impactam positivamente a vida e o meio ambiente. Essas são as ações que mais contribuem para estabelecer o propósito da marca, impulsionando a vantagem competitiva e o crescimento dos negócios. No entanto, esses impactos sociais geralmente não são amplamente medidos nos dados de ESG, deixando-se o "S" de lado.


Marco global da biodiversidade

Em 2022 na COP15 em Montreal foi firmado um acordo histórico para proteger 30% de áreas naturais e restaurar 30% dos ecossistemas degradados. Tanto o acordo quanto os termos e negociações foram formulados em conjunto pelos governos e especialistas dos 196 países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de frear a perda acelerada de espécies e proteger ecossistemas vitais para a nossa segurança alimentar e econômica.

O acordo possui 23 metas que deverão ser alcançadas até o final desta década. A principal é proteger 30% das terras, oceanos, áreas costeiras e águas interiores (rios, reservatórios, várzeas, entre outros sistemas naturais importantes) até 2030 em amplitude global, ou seja, se aplicará em países desenvolvidos e em desenvolvimento, pois trata-se de sistemas considerados importantes para todo o planeta.


Não fique para trás

As empresas com auditorias de ESG robustas estarão bem-posicionadas para antecipar novas regulamentações, sem necessidade de se preparar de maneira reativa. Um bom exemplo disso é a diretiva proposta da União Europeia para direitos humanos e diligência devida ambiental em todas as cadeias de valor globais. A diretiva proposta pode resultar em penalidades onerosas para empresas e diretores por não-conformidades e inclui um regime de responsabilidade civil para permitir que as vítimas processem as empresas por danos resultantes do descumprimento das obrigações de diligência.

Normas e asseguração independente são mais do que uma moeda valiosa para as partes interessadas externas, elas permitem que as empresas mantenham a visibilidade de seus próprios fornecedores e prestadores de serviços que estão mais abaixo na cadeia. Isso oferece uma oportunidade de provar um impacto positivo e liderança mais amplos além da responsabilidade imediata de uma organização, enquanto constrói relacionamentos mais fortes com fornecedores e estabelece métodos mais ágeis para alcançar qualidade e controle.

Veja no site da ELEVATE – an LRQA Company (www.elevatelimited.com), como podemos ajudar a sua empresa implementar medidas de controles e gestão avançadas ao longo da cadeia de valor, e preparar sua organização para os desafios das novas regulamentações, há o site de cursos oferecidos no Brasil nas modalidades online e in company (www.cursoselevatebrasil.com.br).



*Este texto é uma reprodução autorizada feita pela BSD Consulting - uma empresa ELEVATE, pode haver alterações, adições e cortes textuais. O texto original pode ser consultado na integra em: https://www.lrqa.com/pt-br/insights/artigos/garantia-de-esg/


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